sábado, 20 de março de 2010

Feliz novo ano!


No calendário gregoriano o dia primeiro de janeiro marca o início de cada ano, mas na astrologia é diferente. O seu ano novo sempre começa quando o sol entra no signo de Áries, por volta do dia 20 de março.

A data marca a chegada do equinócio de outono no Hemisfério Sul e do equinócio de primavera no Hemisfério Norte, coincidindo com o momento em que o Sol chega a 0º de Áries, chamado de Ponto Vernal. Esse ponto representa um fenômeno na astronomia que se refere ao momento do ano em que a duração do dia é exatamente igual ao da noite.

O Ponto Vernal é a referencia para os cálculos da longitude dos planetas (onde eles se encontram no céu). Ele dá início ao novo ano astrológico e também determina o início do zodíaco astrológico, sendo Áries o primeiro arco de trinta graus.

Por isso Áries simboliza a semente que brota, a energia vigorosa que existe em todos os inícios. O Cosmo nos convoca à aventura, a se arriscar, iniciando novos projetos ou retomando os velhos que estavam esquecidos, mas lançando novas sementes.

O Sol é a representação da energia e da centralização, exercendo influência sobre nossas potencialidades. Já Áries, sendo o signo que sinaliza o começo, estimula a coragem para novos desafios. O Sol em Áries imprime força, coragem para tomar iniciativas com ímpeto e ousadia. É a hora de enfrentar seus problemas com garra e determinação para conseguir a vitória.

Será “o momento” certo de investir num futuro melhor, pois o Sol favorece a realização pessoal de maneira muito positiva, pois nos faz lidar com os anseios e ambições de forma construtiva e generosa.

Todo ano os astrólogos levantam um mapa a partir da entrada do sol em Áries, e através desse mapa é que são feitos os prognósticos para o ano astrológico que está se iniciando. Cada ano astrológico é regido por um planeta. O ano de 2010 (de 20 de março de 2010 a 20 de março de 2011) será governado por Vênus, a deusa do Amor na mitologia romana.

Na Astrologia ela é conhecida como a “Pequena Benéfica”, pois Vênus é equilíbrio, harmonia, convivência pacífica, casamento, acordos, valores morais e materiais, o dinheiro. Também representa o amor, a sensualidade, a beleza, a arte, o luxo e o prazer.

De um modo geral o ano será favorável para os artistas e também para os taurinos e librianos, signos regidos pelo planeta Vênus.

Então, um Feliz Ano Novo venusiano a todos!

P.S.: O início do ano astrológico representa um momento importante para todas as escolas filosóficas e espiritualistas. É a natureza renovando a força do homem. No hemisfério Sul, é o Outono, tempo de colheita e de amadurecimento. É a época de agradecer e meditar.

quarta-feira, 17 de março de 2010

17 de março - Aniversário Elis Regina


A nossa extraordinária pimentinha, era psiciana do dia 17 de março. Com uma oposição do Netuno (regente de peixes) ao Sol, e ascendente em câncer. Pura emoção. Sentimentos e emoções a flor da pele! Seus conhecidos ataques de fúria e mal humor encontram respaldo no ranzinza ascendente em câncer, que além de tudo tinha seu regente (a Lua) bombardeada pelos tensos e intensos Marte e Plutão. O Saturno exilado em câncer e mal posicionado na casa 12, marcaram a forte personalidade com um traço de insegurança que a acompanhou por toda a vida. Porém um trígono da Lua ao Júpiter, delineavam alguém com generosidade de sobra. O Urano extremamente bem posicionado em gemeos na casa 11 e bem aspectado com vários planetas, garantiram à Elis a fidelidade inquestionável de amizades verdadeiras em sua jornada. A Lua e a Vênus, ambas muito bem posicionadas em touro na casa 10, já apontavam o destino inevitável do sucesso e popularidade através da voz.

Salve 17 de março! Salve Elis Regina!

Tudo Novo de Novo



O que significa Lua Nova?
Fisicamente falando, Lua Nova é o encontro no céu, em graus, da Lua com o Sol. O Sol neste momento está, segundo a Astrologia*, trânsitando pela constelção de peixes. A Lua entrou também na constelação de peixes no sábado dia 13, mas como o Sol já está nos últimos graus, a Lua ficou no grau igual ao do Sol , nesta segunda dia 15 por volta das 7 horas da manhã, hora de Brasília. Aí se deu a Lunação.
O Sol percorre cada constelação em torno de 30 dias. A Lua por sua vez faz o percuso em média 2 dias e meio. É por isso que temos 4 fases lunares. Quando a lua está na mesma constelação e grau do Sol, temos a Lua nova. Quando está á 90° graus (no sentido anti-horário) do Sol, temos  o quarto crescente; À 180°, a Lua fica exatamente oposta ao Sol, quando temos a Lua cheia. E quando está à 270° graus, temos o quarto minguante.
Uma maneira lúdica e fácil de entender isto é procurar um lugar, como a praia de Amaralina por exemplo, em Salvador, onde se pode ver o horizonte leste tanto quanto o oeste. No dia da lua cheia, é possível ver claramente que, a medida que o sol se põe no oeste, a lua vai surgindo lá no leste. Dá para traçar um risco imaginário entre eles, pois estão diametralmente opostos, sincronizados um de frente para o outro.
Futuramente dissecaremos melhor a Lua e suas fases.
Agora voltemos a Lua nova. Animicamente a Lua Nova simboliza o inicio, a semente pronta para ser germinada. Normalmente é um período onde as coisas ainda não tomaram forma, onde as pessoas ainda não expõem suas idéias e sentimentos, mas onde estão idealizando, planejando, desenhando suas formas, seus sonhos. Ora, se a Lua permanece menos que três dias em cada signo, e se cada Lunação ocorre de sete em sete dias, o que ocorre neste intervalo? De zero grau, ou seja do encontro da Lua com o grau exato do Sol, até 90° graus, dizemos que ela ainda está na fase nova. A Partir de 90° graus até 180°, dizemos que está crescendo, e assim por diante. Portanto, se a Lua entrou em peixes no sábado, mas só se encontrou com o Sol na segunda, já no final do signo, podemos entender que hoje ela já saiu de peixes. Sim, a Lua ainda Nova, hoje encontra-se na constelação de Áries.
Sabemos que pela Astrologia, Áries é o primeiro signo. O signo do impulso, da propulsão, aquele que incia. O que temos então acontecendo em nosso céu? A lua da semente no signo do impulso!
Vamos arpoveitar ao máximo o dia de hoje para impulsionar nossas idéias e planos. Vamos plantar as sementinhas com vontade e convicção. Mesmo que a resposta não seja imediata, espere; É natural que as coisas não "apareçam" na Lua Nova. Mas assim como não vemos a semente se transformando em broto abaixo da terra, não é porque não temos resposta imediata aos nossos impulsos que a reação não esteja acontecendo; nós é que ainda não vemos. Sejamos sábios. Nadar a favor da maré ou velejar no sentido do vento é sinal de inteligência. Aproveite a energia do dia, e plante suas sementinhas mais sagradas. Apenas comece. Dê aquele telefonema. Sente pra escrever aquele projeto. Comece a se movimentar em direção aos seus objetivos, os céus estão dizendo Amém!

* Existe uma discordância sobre o poscionamente dos Astros no céu, entre Astrologia e Astronomia. Em breve abordarei o assunto.

domingo, 3 de janeiro de 2010

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Parte 2 (Incompleta)

Minha implicância contra a astrologia vinha da infância, em parte por ter observado que muitas pessoas tinham por ela uma dependência subserviente e eme parte por uma predição feita pelo astrólogo de nossa família: “Você se casará três vezes, ficando viúvo em duas ocasiões.” Fiquei preocupado, sentindo-me como um bode à espera de ser sacrificado no altar do templo dos três matrimônios.

É melhor resignar-se ao seu destino – foi o comentário do meu irmão – Seu horóscopo escrito predisse corretamente que, na infância você fugiria

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sabedoria

Não acredito em astrologia.

Não se trata de acreditar ou não; a única atitude científica que se deve adotar em relação a qualquer assunto é averiguar a verdade. A lei da gravidade funcionava com a mesma eficiência antes e depois de Newton. O cosmos seria bastante caótico se suas leis não pudessem operar sem o consentimento da crença humana.

Os charlatões trouxeram a ciência dos astros ao descrédito em que se encontra atualmente. A astrologia é vasta demais, sob o ponto de vista matemático e filosófico, para ser entendida de modo correto, exceto por homens de profundo discernimento. Se ignorantes interpretam erradamente os céus e vêem rabiscos em vez de palavras. Isso é de se esperar neste mundo imperfeito. Não devemos descartar a sabedoria junto com o “sábio”. Todas as partes da criação estão conectadas e influenciam-se mutuamente. O ritmo equilibrado do universo fundamenta-se na reciprocidade. O homem, em seu aspecto humano, precisa combater dois tipos de força: primeiro, os tumultos internos, provocados pela mistura de terra, água, fogo, ar e elementos etéreos; segundo, as forças externas e desintegradoras da natureza. Enquanto o homem se debater com sua mortalidade será afetado pelas miríades de mutações do céu e da terra.

A astrologia é o estudo da reação do homem aos estímulos planetários. Os astros não são deliberadamente benevolentes ou hostis; simplesmente enviam radiações positivas ou negativas. Por si só não ajuda, nem prejudicam a humanidade, mas oferecem um canal apropriado para o funcionamento exterior do equilíbrio de causa e efeito que cada homem colocou em movimento no passado.


Uma criança nasce no dia e na hora em que os raios celestes se encontram em harmonia matemática com seu karma individual. O horóscopo é um retrato desafiador do seu passado inalterável e dos prováveis efeitos futuros. Contudo, o mapa astral só pode ser corretamente interpretado por homens de sabedoria intuitiva, que são poucos. A mensagem irrefutável que se anuncia cortando os céus no momento do nascimento não tem o propósito de enfatizar a força do destino, conseqüência do bem e do mal que fizemos no passado; busca despertar no homem a vontade de escapar da escravidão universal. O que foi feito, pode ser desfeito. A própria pessoa provocou as causas cujos efeitos agora predominam na sua vida. O homem pode vencer qualquer limitação, visto que ele mesmo a criou com suas próprias ações; além do mais, possui atributos espirituais que não estão sujeitos a influências planetárias.

O medo supersticioso da astrologia nos transforma em autômatos, enormemente dependentes de orientação mecânica. O homem sábio derrota seus planetas, o que quer dizer, derrota seu passado e transfere sua aliança da criação para o Criador. Quanto mais percebe sua unidade com o Espírito, menos estará sujeito a ser dominado pela matéria. A alma, eternamente livre, não se submete à morte por não ter nascimento e não pode ser regida pelos astros.

O homem é uma alma e tem um corpo. Ao estabelecer corretamente seu senso de identidade, deixa para trás os arquétipos compulsórios. Enquanto permanecer aturdido em seu costumeiro estado de amnésia espiritual, experimentará os grilhões sutis da lei que o circunda.

Deus é harmonia. O devoto que está sintonizado com Ele nunca realizará uma ação imprópria e suas atividades serão corretas, naturalmente ajustadas de acordo com a lei astrológica. Após orar e meditar profundamente ele entra em comunhão com sua consciência divina; não há força mais poderosa do que essa proteção interna.

(...)

Só depois do viajante ter chegado ao seu destino pode prescindir dos mapas. Durante a jornada ele toma qualquer atalho que encurte o seu caminho (...) Há certas características automáticas na lei do karma que podem ser habilmente ajustadas pela utilização da sabedoria. Os males humanos são provenientes de alguma violação da lei universal. As Sagradas Escrituras mostram que o homem deve cumprir as leis da natureza, mas sem deixar de acreditar na onipotência divina. (...) Por diversos meios tais como a oração, a força de vontade, a meditação da yoga, a consulta aos santos, os efeitos adversos das más ações cometidas no passado podem ser diminuídos ou anulados.

Assim como podemos instalar um pára-raios numa casa para atrair as descargas elétricas, da mesma forma o templo do corpo pode se favorecer de certas proteções. (...) Radiações magnéticas e elétricas sutis circulam constantemente no universo. O homem não percebe se seu corpo está sendo beneficiado ou desintegrado.

Trecho do livro "Autobiografia de um Iogue" - Paramahansa Yogananda

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Qual a origem da astrologia?

O estudo da influência dos astros sobre a vida das pessoas – ou simplesmente astrologia – encontra-se presente em todas as antigas civilizações. “Os Vedas, conjunto de textos sagrados da Índia, com cerca de 4 mil anos de existência, já falavam de planetas, signos e casas astrológicas de uma maneira muito semelhante à usada hoje em dia”, diz o americano Dean de Lucca, especialista em astrologia védica, de São Paulo. Segundo ele, os indianos acreditam que esse conhecimento foi uma revelação divina, transmitida oralmente até ser escrita. Astrólogos prestigiados, os cabalistas judeus acreditavam igualmente que esse sistema de conhecimento teria sido revelado pelos anjos e transmitido oralmente pelo patriarca bíblico Enoque, como um presente à humanidade. Os babilônios e caldeus, que foram grandes estudiosos do assunto, também afirmavam que a astrologia era muito mais antiga que suas próprias civilizações, que tiveram seu ápice no atual Iraque há mais de 5 mil anos. Chineses e tibetanos registraram por escrito, nesse mesmo período, a codificação de uma astrologia muito complexa, com signos em forma de animais e cálculos que, de acordo com eles, possibilitariam desvendar os acontecimentos futuros.